sábado, 24 de maio de 2014

Paulo São

Ando embaçado e armado,
corto com a minha poesia como um vidro estraçalhado
Ando por aí... gritando... paulistano...pão-francês... tchau pra dona Inêz e na vida dominó...perco a vez
Conturbado com tanto barulho, esvaziei os ouvidos com sua voz
A cidade grita, mas não me irrita, porque amo-a
Luz, olhos claros... vermelho, amarelo e verde, cores que transparecem a felicidade capital,
Trânsito... me transito ao ponto de paz, transmito queixas poéticas,  porém me alimento de sua calmaria
Anarquizo o amor pobre e salivo seu prazer escondido,
Perco o drama, pra dizer o que é a dor e a piedade
São Paulo, te amo como a dor e não como cidade
E não adianta me trazer um clássico se você não conhece a realidade
Ruas e fachadas, piches filosóficos que me perguntam e me cativam “Essa vida é real?”
Não é que não sou marginal e não sei pichar... é que realmente não sei responder

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